Paróquia de S. Cristóvão do Muro

Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

NA ORAÇÃO CRISTÃ NÃO HÁ ESPAÇO PARA O 'EU'




Na catequese de hoje o Papa Francisco lembrou que o 'Pai Nosso' não é uma oração individualista
   
   
Jesus não nos ensina uma oração intimista ou individualista.
Não deixamos o mundo fora da porta do nosso quarto... levamos as pessoas e situações no nosso coração!

Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência: uma palavra que em nossos tempos – como talvez sempre – todos consideram importante: a palavra ‘eu'.”

Pode acontecer, ressalvou o Papa, que alguém não perceba o sofrimento à sua volta, não sinta pena pelas lágrimas dos pobres, fique indiferente a tudo.
Isto significa que seu coração está petrificado.
Neste caso, seria bom pedir ao Senhor que o toque com o Seu Espírito e sensibilize seu coração.

Cristo não ficou alheio às misérias do mundo.

Toda vez que percebia uma solidão, uma ferida no corpo ou no espírito, sentia forte compaixão.”






Resumo da catequese do Santo Padre:

Continuando com as catequeses sobre a oração que Jesus nos ensinou, hoje veremos que, apesar da recomendação feita para falar com Deus no segredo da nossa consciência, Jesus não nos ensina uma oração intimista ou individualista.
Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência: o “eu”.

Primeiramente dirigimos-nos a Deus como a Alguém que nos ama e escuta e, depois, quando lhe apresentamos uma série de petições, fazemos-las na primeira pessoa do plural – “nós” – isto é, rezamos como uma comunidade de irmãos e irmãs.
À oração, o cristão leva todas as dificuldades e sofrimentos de quem está ao seu lado, tanto dos amigos como de quem lhe faz mal, imitando a compaixão que Jesus sentia pelos pecadores.
A oração deve abrir o coração ao próximo para que amemos com um amor compassivo e concreto, sabendo que tudo aquilo que fizermos “a um destes meus irmãos mais pequeninos, -afirma Jesus - foi a mim mesmo que o fizestes” (Mt 25, 40).




Fontes: Santa Sé; Notícias do Vaticano


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