Paróquia de S. Cristóvão do Muro

Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal

quarta-feira, 10 de abril de 2019

TODOS TEMOS NECESSIDADE DO PERDÃO


«Assim como temos necessidade do pão, temos também necessidade do perdão»
Recordou o Papa Francisco na catequese de hoje
   
   
Prosseguindo as catequeses sobre o Pai-Nosso, o Santo Padre comentou a expressão: «Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido», a partir de um excerto da primeira Carta de São João (1, 8-9).

Referindo-se precisamente às palavras do apóstolo – «Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós» – o Papa advertiu contra a tentação do orgulho, definido «a atitude mais perigosa de toda a vida cristã» porque impele o homem a pôr-se diante de Deus «pensando que tem sempre as contas em ordem com Ele».

Entre os pecados «sub-reptícios que se escondem no coração sem que nos apercebamos» o Papa Francisco indicou a soberba, que «pode contagiar até as pessoas que levam uma vida religiosa intensa».
Ao contrário, reiterou, «diante de Deus somos todos pecadores».

E a Ele «somos devedores porque nesta vida recebemos muito»: de facto «amemos, antes de tudo porque fomos amados, perdoemos porque fomos perdoados».




Resumo da catequese do Papa Francisco:

Depois de pedir «o pão nosso de cada dia», a oração do Pai-Nosso entra no campo das nossas relações com os outros: «Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido».

Assim como temos necessidade de pão, também precisamos do perdão todos os dias.
A posição mais perigosa da vida é a do orgulho: a atitude de quem se coloca diante de Deus, pensando que as suas contas com Ele estão em ordem.
Como aquele fariseu da parábola que, no templo, pensava estar a rezar, quando na verdade estava apenas a louvar-se a si mesmo diante de Deus.
Pelo contrário, o publicano – um pecador desprezado por todos – não se sente digno sequer de entrar no templo, fica ao fundo e confia-se à misericórdia de Deus.
E Jesus comenta: «Este, o publicano, voltou para casa justificado (isto é, perdoado, salvo); e o outro, não».

Há pecados que se vêem e outros que passam despercebidos aos olhos dos demais e, por vezes, nem nós próprios nos damos conta.
O pior destes é a soberba, o orgulho: o pecado que rompe a fraternidade, levando-nos a presumir que somos melhores do que os outros, que nos faz crer iguais a Deus.
Mas, diante de Deus, somos todos pecadores; e não faltam motivos para batermos no peito, como aquele publicano no templo.
Escreve São João: «se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós».

A verdade é que ninguém ama tanto a Deus como Ele nos amou a nós.
Basta fixar Jesus crucificado, para vermos a desproporção: amou-nos primeiro e não deixará jamais de nos amar.



Fontes: Santa Sé; Notícias do Vaticano; L’Osservatore Romano

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