Paróquia de S. Cristóvão do Muro

Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal

terça-feira, 9 de junho de 2026

VIAGEM APOSTÓLICA A ESPANHA (IV)

 



Leão XIV deixa Madrid

e segue para Barcelona


   


O último compromisso oficial dos quatro dias na capital espanhola do Papa Leão XIV foi o Encontro com os Voluntários no pavilhão 3 da IFMA Madrid [parque de feiras e congressos]. No início do discurso o Santo Padre fez o seu agradecimento:

"Este encontro é o último da etapa madrilena da minha viagem apostólica, mas estou muito feliz que seja convosco, voluntários e voluntárias, cada um de vós e muitos outros que não puderam estar aqui nesta manhã. Vocês merecem um 'obrigado' muito especial, porque ofereceram a presença e o vosso serviço, e o fizeram por amor ao Senhor, à Igreja e ao Papa. Obrigado de todo o coração!"

Os voluntários receberam a gratidão de Leão XIV por terem tirado férias do trabalho para ajudar, pela dedicação de meses para dar o que podiam à visita apostólica entre "coração, mãos, ideias, competências, sorrisos. Que Deus os recompense como só Ele sabe fazer!", disse o Papa ao compartilhar uma reflexão simples e resumida assim: "os cristãos são chamados a levar ao mundo o fermento da gratuitidade", através da parábola sobre o Reino dos Céus, relatada pelo evangelista Mateus (Mt 13,33). Uma experiência de gratuitidade, continuou o Pontífice, que se vê em Madrid, mas também com irmãos em vários outros lugares - como também foi no Jubileu da Esperança em Roma:

"A gratuitidade é um fermento que faz crescer a qualidade humana, ética e espiritual de uma sociedade, porque, poderíamos dizer, é uma característica típica da 'cidade de Deus'. Ainda mais em um mundo continuamente influenciado pela lógica do interesse, do lucro, onde o termo 'crescimento' é reduzido à dimensão económica-financeira, é necessário pensar e viver segundo a lógica mais verdadeira, isto é, a de um crescimento humano integral."

No final do Encontro com os Voluntários, a pedido do Arcebispo de Madrid, o Papa Leão XIV procedeu à bênção das 18 primeiras pedras das paróquias que a província eclesiástica construirá nos próximos anos.

Em seguida, o Papa seguiu para o aeroporto de onde viajou para Barcelona.


Após quatro dias em Madrid, o Papa chega à capital da Catalunha, onde permanecerá até a manhã de quinta-feira.

Leão XIV foi recebido por alguns representantes da Generalitat de Catalunya e teve um breve encontro privado na Sala VIP.


Deslocou-se depois à Catedral de Santa Cruz e Santa Eulália, sede da arquidiocese de Barcelona, onde se celebrou a Oração da Hora Sexta [ou Meio-dia].

Na sua homilia, convidou "a propagar nos nossos ambientes, nas famílias, nas paróquias, nos locais de trabalho e formação, nos ambientes da Cúria e em qualquer outro âmbito da vida: um clima de família, no qual se vive juntos, conscientes da filiação e do chamado comum, solidários, abertos, capazes de misericórdia, sacrifício, atenção mútua e perdão".

Leão XIV iniciou a sua homilia manifestando alegria de rezar a Hora Sexta nessa Catedral. Recordou que o Concílio Vaticano II define o Ofício Divino como «a voz da Esposa que fala com o Esposo» e como «a oração que Cristo, unido ao seu Corpo, eleva ao Pai». O Papa, então, reflectiu sobre estas duas imagens: a Esposa e o Corpo.

A primeira, recorda-nos que a Igreja, e em particular esta assembleia, rica em dons e carismas e na diversidade das histórias de cada um, é, acima de tudo, uma Esposa amada. Deus quis que estivessem aqui, porque gosta de ver em vós e na vossa união uma beleza e uma bondade únicas e sagradas. Ele escolheu-vos para representardes hoje a “comunidade dos santos” que se encontra em Barcelona.”


Leão XIV encerrou o quarto dia de sua viagem apostólica à Espanha com a Vigília de Oração no Estádio Olímpico “Lluís Companys”, em Barcelona, um momento forte de oração, de canto, de escuta, de diálogo do Santo Padre com os jovens, de encontro do Sucessor de Pedro com uma expressão significativa de 40 mil jovens.

Depois das palavras de boas-vindas do arcebispo anfitrião dirigidas ao Santo Padre e da entronização da Cruz, seguiu-se um momento de diálogo com os jovens.

Após a proclamação do Evangelho, o Papa fez sua reflexão ressaltando que também nós somos como Nicodemos, peregrinos na noite. Esta imagem evangélica, frisou ele, oferece-nos, acima de tudo, uma mensagem sobre o caminho da vida. O nosso caminhar, os nossos desejos e tudo aquilo que abraçamos e vivemos no dia-a-dia, nas alegrias e nas derrotas, nas aspirações e nos projectos, é a expressão da nossa busca contínua: somos mendigos de amor, temos fome e sede de verdade, procuramos um sentido pleno que nos sustente, nos anime e nos ajude a compreender o mistério da nossa vida.

Enquanto avançamos lentamente, com pequenos passos, somos chamados a dialogar com a penumbra da nossa própria condição humana: falta-nos a verdade completa, não conhecemos em profundidade o mistério de nós próprios e o verdadeiro rosto dos outros, nem sempre conseguimos compreender a verdade escondida da realidade que nos rodeia e dos acontecimentos que se apresentam diante dos nossos olhos. Procuramos uma luz que ilumine o caminho.”


Fontes: Santa Sé; Notícias do Vaticano


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