Paróquia de S. Cristóvão do Muro

Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

VISITA PASTORAL DO PAPA A CAGLIARI - Domingo, 22 de Setembro de 2013




No próximo domingo, o Papa Francisco realiza uma visita pastoral a Cagliari, na ilha de Sardenha.

Vai encontrar-se com grupos específicos de trabalhadores, doentes, pobres, prisioneiros, representantes do mundo da cultura e jovens.

É a segunda viagem do Pontífice na Itália; outra ilha depois de Lampedusa.

O primeiro encontro é com um grupo de trabalhadores no largo Carlo Felice, centro histórico da capital.
Segue para o Santuário de Nossa Senhora de Bonaria, onde se encontra com as autoridades civis e tem um encontro com doentes; depois celebrará a Eucaristia e recitará o Angelus.
Almoça com os bispos da Sardenha e, da parte da tarde, encontra-se com com os pobres e os prisioneiros.
Na Faculdade de Teologia tem um encontro com o mundo da cultura e, antes de partir, reúne com os jovens no largo Carlo Felice.

 
Optamos por integrar na presente mensagem o registo das transmissões, efectuadas em directo, desta Visita Pastoral

Domingo, 22 de Setembro de 2013:

07H15 - Chegada e encontro com trabalhadores
O Papa Francisco chega por via aérea ao aeroporto "Mario Mameli" e prossegue para o centro da capital da Sardenha para o encontro com trabalhadores.




08H45 - Celebração Eucarística
O Papa Francisco chega à Praça do Santuário de Nossa Senhora de Bonaria, cumprimenta as autoridades e, em seguida, os doentes, que o esperam na Basílica. Celebra a Santa Missa e recita o Angelus.




14H00 - Reunião com os pobres e os prisioneiros
O Papa Francisco reúne-se com um grupo de pessoas pobres e presos na Catedral.




14H50 - Reunião com o mundo da cultura
Durante a sua visita pastoral a Cagliari, o Papa Francisco reúne-se com representantes do mundo da cultura, no salão da Faculdade Pontífica de Teologia.




16H00 – Encontro com os jovens
O Papa Francisco está com os jovens da capital da Sardenha e de outras cidades da região, no final do evento "Lançar as redes", no Largo Carlo Felice.




17H30 – Partida de Cagliari
O Papa Francisco conclui a visita pastoral a Cagliari, partindo do aeroporto Mario Mameli de Cagliari para o de Ciampino em Roma.




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

AMOR PELO POVO E HUMILDADE: AS CARACTERÍSTICAS DE QUEM GOVERNA, segundo Papa Francisco





O serviço da autoridade foi o tema da homilia pronunciada esta manhã pelo Papa Francisco na missa presidida na capela da Casa Santa Marta.

Comentando o trecho do Evangelho em que o centurião pede a Jesus que cure o seu servo e a carta de São Paulo a Timóteo, com o convite a rezar pelos governantes, o Papa falou das características indispensáveis que um político deve ter: humildade e amor pelo povo.

"Um político que não ama pode, no máximo, colocar um pouco de ordem, mas não governar”, disse o Papa Francisco, citando Davi, que amava seu povo a ponto de pedir que o Senhor o punisse depois do pecado de numerar o seu povo:
Não se pode governar sem amor ao povo e sem humildade!

E todo homem e mulher que assume um cargo de governo, deve fazer duas perguntas:
Eu amo o meu povo para servi-lo melhor?
Sou humilde e dou ouvidos a todos, ouço várias opiniões para escolher o melhor caminho?”.

Se estas perguntas não são feitas, não será um bom governo.
O governante homem ou mulher que ama seu povo é uma pessoa humilde.

Já São Paulo exorta todos os governados a rezarem por todos aqueles que estão no poder, para que possamos ter uma vida calma e tranquila.

Os cidadãos, disse o Papa, não podem desinteressar-se da política:

Nenhum de nós pode dizer “não tenho nada a ver com isso, eles governam...” Pelo contrário, eu sou responsável pelo seu governo e devo dar o melhor de mim para que eles governem bem e participar da política dentro das minhas possibilidades.

A política – afirma a Doutrina Social da Igreja - é uma das formas mais altas de caridade, porque serve ao bem comum.

Eu não posso lavar minhas mãos.
Todos devemos oferecer algo!

Existe o hábito de somente falar mal dos governantes e criticar o que está errado.
Assiste-se ao noticiário na televisão, lê-se o jornal, e as críticas são contínuas.
Fala-se sempre mal e contra.

Talvez, disse o Pontífice, o “governante seja sim um pecador, como Davi, mas eu devo colaborar com a minha opinião, com a minha palavra, e também com a minha correcção”, porque todos “devemos participar do bem comum!”.

E quando “muitas vezes ouvimos que um “bom católico não entra na política”, isso não é verdade:
Um bom católico empenha-se na política oferecendo o melhor de si, para que o governante possa governar.

Mas qual a melhor coisa que podemos oferecer aos governantes?
A oração!
É aquilo que Paulo diz:
Oremos por todos os homens, pelo rei e por todos os que estão no poder”.

Mas, Padre, aquela é uma má pessoa, tem que ir para o inferno …”.
Reza por ele, por ela, para que possa governar bem, para que ame o seu povo, para que sirva à população, para que seja humilde!
Um cristão que não reza por seus governantes, disse ainda o Papa Francisco, não é um bom cristão!

Se uma pessoa é má, “reze para que se converta!”.
Rezemos pelos governantes para que governem bem, para que levem avante nossa pátria, nossa nação e também o mundo, que exista paz e o bem comum.”

Rádio Vaticano, 16-09-2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Boletim Paroquial nº 66

Semana de 15 a 22 de Setembro 2013
XXIV Domingo do Tempo Comum - ANO C


O AMOR INCONDICIONAL


A liturgia deste domingo centra a nossa reflexão na lógica do amor de Deus.
Sugere que Deus ama o homem, infinita e incondicionalmente; e que nem o pecado nos afasta desse amor…

A primeira leitura apresenta-nos a atitude misericordiosa de Jahwéh face à infidelidade do Povo.
Neste episódio – situado no Sinai, no espaço geográfico da aliança – Deus assume uma atitude que se vai repetir vezes sem conta ao longo da história da salvação: deixa que o amor se sobreponha à vontade de punir o pecador.

Na segunda leitura, Paulo recorda algo que nunca deixou de o espantar: o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo.
Esse amor derrama-se incondicionalmente sobre os pecadores, transforma-os e torna-os pessoas novas.
Paulo é um exemplo concreto dessa lógica de Deus; por isso, não deixará de testemunhar o amor de Deus e de Lhe agradecer.

O Evangelho apresenta-nos o Deus que ama todos os homens e que, de forma especial, Se preocupa com os pecadores, com os excluídos, com os marginalizados.
A parábola do “filho pródigo”, em especial, apresenta Deus como um pai que espera ansiosamente o regresso do filho rebelde, que o abraça quando o avista, que o faz reentrar em sua casa e que faz uma grande festa para celebrar o reencontro.


Papa Francisco: OS MEXERICOS SÃO CRIMINOSOS, POIS MATAM DEUS E O PRÓXIMO



Quem fala mal do próximo é um hipócrita, que não tem “a coragem de olhar para os próprios defeitos”. Foi o que disse o Papa na homilia desta manhã na Casa Santa Marta.
 
Porque reparas no cisco que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?”: O Papa Francisco iniciou sua homilia com a pergunta feita por Jesus que mexe com a consciência de todos os homens, de todos os tempos. O Papa observou que Cristo, após falar da humildade, fala-nos do seu oposto, ou seja, “daquela atitude odiosa para com o próximo, de ser juiz do irmão”. Para estes casos, Jesus usa uma palavra dura: hipócrita:

Aqueles que vivem julgando o próximo, falando mal do outro, são hipócritas, porque não têm a força, a coragem de olhar para os próprios defeitos.

O Senhor afirma que quem tem no coração ódio do seu irmão, é um homicida...
Também o Apóstolo João, na sua primeira Carta, é claro: quem odeia e julga o seu irmão caminha nas trevas.”

Para o Papa, todas as vezes que julgamos os nossos irmãos no nosso coração e, pior, falamos disso com outras pessoas, somos “cristãos homicidas”:
Um cristão homicida … Não sou eu quem digo, eh?, é o Senhor. E sobre este ponto, não há meio termo. Quem fala mal do irmão, mata-o. E nós, todas as vezes que o fazemos, imitamos aquele gesto de Caim, o primeiro homicida da história”.

O Papa Francisco acrescenta que neste período em que se fala de guerras e se pede tanto a paz, “é necessário um gesto nosso de conversão”. “Os mexericos – advertiu – fazem parte desta dimensão da criminalidade. Não existe mexerico inocente”.

A língua, disse ainda citando São Tiago, é para louvar a Deus, “mas quando a usamos para falar mal do irmão ou da irmã, nós usamos-lha para matar Deus”, “a imagem de Deus no irmão”. Não vale a argumentação de que alguém mereça intrigas.

Reze por essa pessoa! Faça penitência por ela! E depois, se necessário, fale com alguém que possa remediar o problema. Sem espalhar a notícia!’.

Paulo foi um grande pecador, e disse de si mesmo: ‘Antes eu blasfemava, perseguia e era violento. Mas tiveram misericórdia’.

Talvez nenhum de nós blasfeme – talvez.

Mas se alguém faz intriga, certamente é um perseguidor e um violento. Peçamos para nós, para toda a Igreja, a graça de nos converter da criminalidade das intrigas ao amor, à humildade, à mansidão, à magnanimidade do amor para com o próximo”.

Cidade do Vaticano, Rádio Vaticano, 13-09-2013


Crise: A URGÊNCIA DA CARIDADE



O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa sublinhou, esta terça-feira, em Fátima, no encontro da pastoral social, que os tempos actuais são “muito complexos” e que se vive uma «autêntica mudança de época”.

D. Manuel Clemente disse aos participantes do encontro subordinado ao tema «Testemunhar a Caridade no Ano da Fé» que a humanidade “está disponível e desperta para uma atitude verdadeiramente cristã”.

Na sessão de abertura, o presidente da CEP referiu que a prática da caridade “é urgente” nos tempos que correm e os cristãos devem “estar na primeira linha”.

No encontro a decorrer em Fátima, Centro Pastoral Paulo VI, até quinta-feira, o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. Jorge Ortiga, realçou também que na sociedade hodierna “as coisas confundem-se com relativa facilidade” e “muitas vezes procura-se camuflar a verdadeira identidade com uma ambiguidade que às vezes pode ser preocupante”.

Segundo D. Jorge Ortiga, “o medo impôs-se com os seus variadíssimos tentáculos” e “nem sempre há uma preocupação por um encontro com os verdadeiros conteúdos”.

O 28.º encontro da Pastoral Social cruza também experiências e realidades vividas a partir de um vasto campo de trabalho, que inclui áreas como a “pastoral penitenciária”, o apoio à procura de emprego, “o drama do tráfico humano” e a acção da Igreja Católica junto das minorias étnicas.

A conferência de encerramento será proferida pelo arcebispo de Boston (EUA), cardeal Seán O’Malley, que falará sobre «A caridade é a fé em acção».

Fátima, Santarém, 11 Set 2013 (Ecclesia)

AVISOS

HORÁRIOS DAS MISSAS
Terça-feira, dia 17 de Setembro, às 19:00
Sábado, dia 21 de Setembro, às 17:00 – 30º Dia Felismina Martins Coelho
                                                                     30º Dia Manuel Fernando da Silva Couto
                                                                     1º Anivº Joaquim Oliveira da Luz
Domingo, dia 22 de Setembro, às 9:15


ATENDIMENTO
Terça-feira das 17:00 às 18:30


NOTA
Quero agradecer a resposta pronta – para além da Comunidade Paroquial, quer do Grupo de Jovens na distribuição do folheto de divulgação, quer do Coro Paroquial, não obstante estarem de "férias", a presença na Vigília de Oração pela Paz com o Papa Francisco, realizada no passado dia 7 de Setembro, na nossa Igreja.

BAPTISMO PARA ADULTOS
Se houver alguém que não sendo baptizado pretenda receber o Sacramento do Baptismo, deve fazer a sua inscrição até final do mês de Setembro junto do Padre Rui.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

SOMOS TODOS IGUAIS NA FÉ

Disse o Papa Francisco na audiência geral, em que afirmou a maternidade da Igreja

Foi uma Praça de São Pedro repleta de dezenas de milhares de peregrinos que acolheu nesta manhã o Papa Francisco para a audiência geral desta quarta-feira.
Nesta o Santo Padre retomou as catequeses sobre a Igreja neste Ano da Fé.

Começou por dizer que de entre as imagens que o Concílio Vaticano II escolheu para nos fazer perceber melhor a natureza da Igreja está aquela da Mãe: a Igreja é nossa Mãe na Fé.

É esta uma das imagens mais usadas pelos Pais da Igreja nos primeiros séculos e, segundo o Papa Francisco, talvez possa ser útil também para nós.
E, assim, o Santo Padre partiu da realidade da maternidade e perguntou: “o que faz uma mãe?”
"Em primeiro lugar, uma mãe gera a vida. Assim também faz a Igreja, que no
baptismo nos gera como filhos de Deus, nos gera na fé.”
 
Ensina-nos a dizer “eu creio”, porque um cristão não é uma ilha e não é gerado em “laboratório”, pois a fé é um dom de Deus que nos é dado na Igreja e através da Igreja. E a Igreja dá-nos a vida na Fé no Baptismo.

Foi neste momento que o Papa Francisco se dirigiu à multidão, perguntando quantos cristãos se lembravam da data do Baptismo, recordando que esta é a data em que a “Igreja nos gerou”.

E deu “uma tarefa” aos fiéis presentes, que, ao voltarem para casa, procurassem saber a data do próprio Baptismo, para recordá-la no coração e festejá-la.

Além de dar a vida, uma mãe também nutre os seus filhos, dá-lhes educação e corrige-os. “Uma boa mãe ajuda os filhos a saírem de si mesmos, a não permanecerem comodamente sob as asas maternas, como uma ninhada de pintainhos sob as asas da galinha.
A Igreja, como boa mãe, faz a mesma coisa: acompanha o nosso crescimento, transmitindo a Palavra de Deus e administrando os sacramentos. Nutre-nos com a Eucaristia, oferece-nos o perdão de Deus e ampara-nos nos momentos de doença.

Por último, o Papa Francisco lembrou que, ainda que a Igreja forme os cristãos, Ela também é formada por eles.
Ela não é diferente de nós mesmos, mas é vista como a totalidade dos fiéis: eu, tu, ele, nós somos parte da Igreja. “Às vezes – diz o Papa Francisco - , ouço: acredito em Deus, mas não na Igreja. Não acredito naquele padre. Mas a Igreja não são só os padres.

Desta forma, o Papa Francisco reforçou a ideia da Igreja que somos: Todos iguais através do baptismo!
Desta forma, alguém que diz acreditar em Deus mas não acredita na Igreja... não acredita em si próprio, porque todos somos Igreja.

Rádio Vaticano, 11-09-2013

sábado, 7 de setembro de 2013

Boletim Paroquial nº 65

Semana de 8 a 15 de Setembro 2013
XXIII Domingo do Tempo Comum - ANO C

O CAMINHO DO REINO


 
A liturgia deste domingo convida-nos a tomar consciência de quanto é exigente o caminho do “Reino”.

Optar pelo “Reino” não é escolher um caminho de facilidade, mas sim aceitar percorrer um caminho de renúncia e de dom da vida.

É, sobretudo, o Evangelho que traça as coordenadas do “caminho do discípulo”: é um caminho em que o “Reino” deve ter a primazia sobre as pessoas que amamos, sobre os nossos bens, sobre os nossos próprios interesses e esquemas pessoais.

Quem tomar contacto com esta proposta tem de pensar seriamente se a quer acolher, se tem forças para a acolher… Jesus não admite meios-termos: ou se aceita o “Reino” e se embarca nessa aventura a tempo inteiro e “a fundo perdido”, ou não vale a pena começar algo que não vai levar a lado nenhum (porque não é um caminho que se percorra com hesitações e com “meias tintas”).

A primeira leitura lembra a todos aqueles que não conseguem decidir-se pelo “Reino” que só em Deus é possível encontrar a verdadeira felicidade e o sentido da vida.

Há, portanto, aí, um encorajamento implícito a aderir ao “Reino”: embora exigente, é um caminho que leva à felicidade plena.

A segunda leitura recorda que o amor é o valor fundamental, para todos os que aceitam a dinâmica do “Reino”; só ele permite descobrir a igualdade de todos os homens, filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo.

Aceitar viver na lógica do “Reino” é reconhecer em cada homem um irmão e agir em consequência.


Síria: VATICANO EXORTA COMUNIDADE INTERNACIONAL A PROMOVER «SEM MAIS DEMORAS, INICIATIVAS CLARAS DE PAZ»

Santa Sé reuniu corpo diplomático presente em Roma



Cidade do Vaticano, 5Set2013 (Ecclesia) – O secretário do Vaticano para a Relação com os Estados reuniu-se hoje com o corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé para reiterar a posição do Papa relativamente ao conflito armado na Síria.

Numa mensagem publicada pela sala de imprensa da Santa Sé, D. Dominique Mamberti defendeu como “absolutamente prioritário o fim da violência, que continua a semear a morte e a destruição, que ameaça envolver outros países do Médio Oriente e poderá ter consequências imprevisíveis em diversas partes do mundo”.

Ao apelo feito às partes em confronto, para que não se fechem nos seus próprios interesses mas sigam com coragem e convicção a via do encontro e do diálogo, junta-se também outro feito à comunidade internacional, para que promova, sem mais demoras, iniciativas claras para a paz na Síria”, sublinhou o arcebispo.

O encontro convocado pela Secretaria de Estado do Vaticano contou com a presença de 71 embaixadores, aos quais D. Dominique Momberti explicou o significado da vigília de oração e jejum convocada pelo Papa para o próximo sábado.

De acordo com o representante da Santa Sé, “o apelo premente do Papa dá voz ao desejo de paz emanado de todas as partes da terra, do coração de cada homem de boa vontade”.

Num momento da história marcado pela violência e pela guerra, um pouco por todo o planeta, Francisco quer chamar atenção para a situação particularmente grave e delicada do povo sírio, que já viu demasiada dor, sofrimento e destruição”, sublinhou.

Desde que a guerra estalou entre as tropas do regime de Bashar al-Assad e as forças rebeldes, já morreram mais de 110 mil pessoas na Síria e cerca de seis milhões de homens, mulheres e crianças foram obrigadas a deixar as suas casas, tanto para fugirem para fora do país como para buscarem segurança em outras regiões da nação árabe.

No dia 21 de Agosto, mais de 1400 pessoas perderam a vida depois de um ataque alegadamente com armas químicas, levado a cabo pelo governo sírio.

Para D. Dominique Momberti, “diante desta situação ninguém pode ficar em silêncio e a Santa Sé espera que as instituições competentes apurem a verdade dos factos e que os responsáveis prestem contas na justiça”.

Tais actos suscitaram forte reacção no plano internacional” e, da parte do Papa, ficou o repto de que “o caminho para a paz não pode ser feito através das armas” e a convicção de que “há uma justiça de Deus e também uma justiça da história a que ninguém pode escapar”, sustentou.

Para que o futuro da Síria seja salvaguardado, o Vaticano defende “a criação de uma plataforma de entendimento entre Governo e rebeldes, tendo em vista a reconciliação do povo sírio, a preservação da unidade do país e a garantia da sua integridade territorial”.

Sublinha ainda a necessidade dos responsáveis futuros da Síria construírem um país com “lugar para todos, particularmente para as minorias, incluindo os cristãos, que respeite os direitos humanos, a liberdade religiosa” e não compactue com “grupos extremistas” nem com o “terrorismo”.


Vaticano: PAPA DESTACA IMPORTÂNCIA DE UM ESFORÇO ECUMÉNICO QUE «ULTRAPASSE PRECONCEITOS E INTOLERÂNCIAS»

O Papa Francisco encontrou-se com líder da Igreja Ortodoxa Siro-Malancar da Índia, nascida da pregação do apóstolo São Tomé na Ásia



Cidade do Vaticano, 05Set2013 (Ecclesia) – O Papa encontrou-se hoje no Vaticano com o líder da Igreja Ortodoxa Siro-Malancar da Índia e destacou a importância de um esforço ecuménico que “ultrapasse preconceitos e intolerâncias” e dê lugar a uma “cultura de encontro”.

Vamos trabalhar em conjunto, com confiança, pelo dia em que, com a ajuda de Deus, consigamos estar unidos em plena comunhão, junto ao altar do sacrifício de Cristo, na Eucaristia”, disse Francisco a Moran Baselios Marthoma Paulose II.

De acordo com a sala de imprensa da Santa Sé, durante a audiência com a autoridade máxima daquela igreja cristã, nascida da pregação do apóstolo São Tomé na Ásia, o Papa recordou a importância do encontro entre João Paulo II e o Patriarca Baselios Marthoma Mathews I, em 1983.

Nessa altura foi instituída uma Comissão Mista Internacional para o Diálogo entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa Siro-Malancar, que favoreceu a formulação de uma “declaração cristológica comum, em 1990”.

Desde então, as conversações decorrem uma vez por ano em Kerala, no sul da Índia, tanto com membros Igreja Ortodoxa Siro-Malancar como com representantes da Igreja Siro-Ortodoxa Malancar.

Para Francisco, “estes encontros deram origem a um caminho de diálogo que tem produzido frutos significativos”, nomeadamente ao nível da “partilha de locais de culto”, da “concessão mútua de recursos espirituais e até litúrgicos” e da “identificação de novas formas de colaboração diante de desafios sociais e religiosos”.

São Tomé foi convidado a tocar nas chagas de Cristo crucificado e ressuscitado. E é precisamente esta fé que nos une, mesmo que ainda não partilhemos a mesa eucarística, e é esta mesma fé que nos desafia a continuar e a intensificar o esforço ecuménico, rumo à plena comunhão”, salientou.

A Igreja Ortodoxa Siro-Malankar, radicada na Índia, conta actualmente com cerca de 2 milhões e meio de fiéis, 33 bispos e mais de 1700 sacerdotes distribuídos por 30 dioceses.

O encontro entre o Papa e Moran Baselios Marthoma Paulose II inseriu-se numa visita que o líder siro-malancar está a realizar às suas comunidades espalhadas pela Europa.

AVISOS

HORÁRIOS DAS MISSAS
Terça-feira, dia 10 de Setembro, às 19:00 – 30º Dia Ana Isménia Correia Alves
Sábado, dia 14 de Setembro, às 17:00
Domingo, dia 15 de Setembro, às 9:15

ATENDIMENTO
Terça-feira das 17:00 às 18:30

AVISO
Na próxima Terça-feira, dia 10 de Setembro, há reunião para o Conselho Paroquial de Pastoral.
É fundamental a presença de todos os movimentos paroquiais, para planificação do próximo ano pastoral.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

AMANHÃ NÃO ESQUEÇAMOS O APELO DO PAPA




No próximo Sábado viveremos juntos uma especial jornada de jejum e Oração pela Paz na Síria, no Médio Oriente e no mundo inteiro.
Também pela Paz nos nossos corações.”

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA PAZ com o PAPA FRANCISCO

No próximo Sábado 7 de Setembro

Se não puder participar na Vigília a realizar na nossa Igreja Paroquial, pode assistir em directo, desde a Praça de S. Pedro no Vaticano, a partir das 18H00 do próximo Sábado.

O vídeo será mantido e poderá ser visto posteriormente.





Texto retirado da Rádio Vaticano e adicionado em 8Set2013:

A iniciativa do Pontífice – de um Dia de oração e jejum em favor da paz – foi vivida por milhões de pessoas no mundo inteiro, fiéis cristãos e de outras religiões, e pessoas de boa vontade.
Em espírito de oração e grande recolhimento, após ser entoado o canto do Veni Creator (Vinde, Espírito Criador), a recitação do Terço diante do ícone mariano da Salus populi Romani (Protectora do povo Romano), intercalado de leituras, o Santo Padre dirigiu a sua reflexão aos presentes e a todos aqueles que acompanharam a Vigília pela televisão.

Partindo da narração bíblica da origem do mundo e da humanidade, contida no livro do Génesis, o Papa Francisco insistiu sobre a mensagem da bondade da Criação de Deus.

«Deus viu que isso era bom» (Gn 1,12.18.21.25).
A narração bíblica da origem do mundo e da humanidade nos fala de Deus que olha a criação, quase a contemplando, e repete uma e outra vez:
isso é bom.

Isso permite-nos entrar no coração de Deus e recebermos a sua mensagem que procede precisamente do seu íntimo.

Podemos perguntar-nos:
qual é o significado desta mensagem?
o que diz esta mensagem para mim, para ti, para todos nós?

Simplesmente diz-nos que o nosso mundo, no coração e na mente de Deus, é “casa de harmonia e de paz” e espaço onde todos podem encontrar o seu lugar e sentir-se “em casa”, porque é “isso é bom”.

Toda a criação constitui um conjunto harmonioso, bom, mas os seres humanos em particular, criados à imagem e semelhança de Deus, formam uma única família, em que as relações estão marcadas por uma fraternidade real e não simplesmente de palavra:
o outro e a outra são o irmão e a irmã que devemos amar, e a relação com Deus, que é amor, fidelidade, bondade, se reflecte em todas as relações humanas e dá harmonia para toda a criação.

O mundo de Deus é um mundo onde cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro.

Esta noite, na reflexão, no jejum, na oração, cada um de nós, todos nós pensamos no profundo de nós mesmos:
Não é este o mundo que eu desejo?
Não é este o mundo que todos levamos no coração?
O mundo que queremos não é um mundo de harmonia e de paz, em nós mesmos, nas relações com os outros, nas famílias, nas cidades, nas e entre as nações?

E a verdadeira liberdade para escolher entre os caminhos a serem percorridos neste mundo, não é precisamente aquela que está orientada pelo bem de todos e guiada pelo amor?

Mas pergunte-mo-nos agora:
É este o mundo em que vivemos?

A criação conserva a sua beleza que nos enche de admiração; ela continua a ser uma obra boa.

Mas há também “violência, divisão, confronto, guerra”.

Isto acontece quando o homem, vértice da criação, perde de vista o horizonte da bondade e da beleza, e se fecha no seu próprio egoísmo.

Quando o homem pensa só em si mesmo, nos seus próprios interesses e se coloca no centro, quando se deixa fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus, então deteriora todas as relações, arruína tudo;
e abre a porta à violência, à indiferença, ao conflito.

É justamente isso o que nos quer explicar o trecho do Génesis em que se narra o pecado do ser humano:
o homem entra em conflito consigo mesmo, percebe que está nu e se esconde porque sente medo (Gn 3, 10);
sente medo do olhar de Deus;
acusa a mulher, aquela que é carne da sua carne (v. 12);
quebra a harmonia com a criação, chega a levantar a mão contra o seu irmão para matá-lo.

Podemos dizer que da harmonia se passa à desarmonia? Não.

Não existe a “desarmonia”:
ou existe harmonia ou se cai no caos, onde há violência, desavença, confronto, medo...

É justamente nesse caos que Deus pergunta à consciência do homem:
«Onde está o teu irmão Abel?».
E Caim responde «Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9).

Esta pergunta também se dirige a nós, assim que também a nós fará bem perguntar:
- Acaso sou o guarda do meu irmão?

Sim, tu és o guarda do teu irmão!
Ser pessoa significa sermos guardas uns dos outros!

Contudo, quando se quebra a harmonia, se produz uma metamorfose: o irmão que devíamos guardar e amar se transforma em adversário a combater, a suprimir.

Quanta violência surge a partir deste momento, quantos conflitos, quantas guerras marcaram a nossa história! Basta ver o sofrimento de tantos irmãos e irmãs.

Não se trata de algo conjuntural, mas a verdade é esta: em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer.

Todos nós!

E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão.

Ainda hoje nos deixamos guiar pelos ídolos, pelo egoísmo, pelos nossos interesses; e esta atitude se faz mais aguda:
aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais subtis as nossas razões para nos justificar.

Como fosse uma coisa normal, continuamos a semear destruição, dor, morte!
A violência e a guerra trazem somente morte, falam de morte!
A violência e a guerra têm a linguagem da morte!

Neste ponto, pergunto-me:
É possível percorrer outro caminho?
Podemos sair desta espiral de dor e de morte?
Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz?

Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Salus Populi romani, Rainha da paz, quero responder:
Sim, é possível para todos!

Esta noite queria que de todos os cantos da terra gritássemos:
Sim, é possível para todos!

E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse:
- Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz.

Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz!

Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte.

No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz.

Queria pedir ao Senhor, nesta noite, que nós cristãos, os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força:
a violência e a guerra nunca são o caminho da paz!

Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz:
sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação;
olha a dor do teu irmão e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida;
e isso não com o confronto, mas com o encontro!

Que acabe o barulho das armas!
A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade.

Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI:
«Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! (Discurso às Nações Unidas, 4 de Outubro de 1965: ASS 57 [1965], 881).
«A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976: ASS 67 [1975], 671).

Perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz:
na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo!

Rezemos pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, em homens e mulheres de reconciliação e de paz.

Amém.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA PAZ

Na Igreja Paroquial de São Cristóvão do Muro
Sábado, 7 de Setembro, das 21 às 22H00




O Papa Francisco convocou toda a Igreja para, no próximo Sábado dia 7 de Setembro, realizar um dia de jejum e oração pela paz na Síria e no mundo.

Convidou também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

Tendo o pedido do Papa sido feito após os nossos encontros nas Eucaristias do passado fim de semana, utilizamos esta forma de comunicação para fazer chegar a todos o nosso propósito de realizar, no próximo Sábado, a Vigília de Oração pela Paz da Comunidade Paroquial de São Cristóvão do Muro.

Assim, no próximo Sábado dia 7 de Setembro, para além do proposto jejum, a nossa Comunidade Paroquial vai efectuar na Igreja Paroquial, das 21H00 às 22H00, uma Vigília de Oração pela Paz na Síria e no Mundo.

Conto com a colaboração dos que têm acesso à página da paróquia, em particular dos mais jovens – também com os seus “contactos”, para fazer chegar a todas as famílias esta mensagem.

Vamos estar em união com o Santo Padre, com a Igreja e com todos os homens de boa vontade.

Façamos eco do grito da paz do Papa Francisco:
Queremos um mundo de paz,
queremos ser homens e mulheres de paz,
queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz!
Nunca mais a guerra!

Padre Rui Alves

domingo, 1 de setembro de 2013

PREMENTE APELO DO PAPA FRANCISCO PELA PAZ NA SÍRIA E NO MUNDO

No Angelus de hoje, 1 de Setembro de 2013:


Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz!

É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz!

Nunca mais a guerra!
Nunca mais a guerra!
A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.

Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo!

Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa!

Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro!
Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas!
Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados!

Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas acções aos quais não se pode escapar!

O uso da violência nunca conduz à paz.
Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego.

Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos.
Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo?

Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de Abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade!

Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não crêem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em voz alta: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de Setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de Setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00 até às 24h00 (18h até às 23h em Portugal continental), nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo.

A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz!

Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor.
Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos!
Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz.
Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

01-09-2013, Rádio Vaticano



 

sábado, 31 de agosto de 2013

Boletim Paroquial nº 64

Semana de 1 a 8 de Setembro 2013
XXII Domingo do Tempo Comum - ANO C

O GRANDE DESAFIO


A liturgia deste domingo propõe-nos uma reflexão sobre alguns valores que acompanham o desafio do “Reino”: a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado.

O Evangelho coloca-nos no ambiente de um banquete em casa de um fariseu.
O enquadramento é o pretexto para Jesus falar do “banquete do Reino”.
A todos os que quiserem participar desse “banquete”, Ele recomenda a humildade; ao mesmo tempo, denuncia a atitude daqueles que conduzem as suas vidas numa lógica de ambição, de luta pelo poder e pelo reconhecimento, de superioridade em relação aos outros… Jesus sugere, também, que para o “banquete do Reino” todos os homens são convidados; e que a gratuidade e o amor desinteressado devem caracterizar as relações estabelecidas entre todos os participantes do “banquete”.

Na primeira leitura, um sábio dos inícios do séc. II a.C. aconselha a humildade como caminho para ser agradável a Deus e aos homens, para ter êxito e ser feliz.
É a reiteração da mensagem fundamental que a Palavra de Deus hoje nos apresenta.

A segunda leitura convida os crentes instalados numa fé cómoda e sem grandes exigências, a redescobrir a novidade e a exigência do cristianismo; insiste em que o encontro com Deus é uma experiência de comunhão, de proximidade, de amor, de intimidade, que dá sentido à caminhada do cristão.

Aparentemente, esta questão não tem muito a ver com o tema principal da liturgia deste domingo; no entanto, podemos ligar a reflexão desta leitura com o tema central da liturgia de hoje – a humildade, a gratuidade, o amor desinteressado – através do tema da exigência: a vida cristã – essa vida que brota do encontro com o amor de Deus – é uma vida que exige de nós determinados valores e atitudes, entre os quais avultam a humildade, a simplicidade, o amor que se faz dom.


Bíblia: FRANCISCANOS CAPUCHINHOS QUEREM CRISTÃOS MAIS FORMADOS
Terminada a 36ª Semana Bíblica nacional, organização prepara-se para semanas regionais de estudo das escrituras

Fátima, Santarém 30 ago 2013 (Ecclesia) - Palavra, fé e vida foram os elementos essenciais para formar os cristãos que participaram na 36ª Semana Bíblica Nacional, organizada pelos Franciscanos Capuchinhos, e que vão estar em estudo nas semanas regionais do novo ano pastoral.

Toda a temática aborda a perspectiva da fé que é transportada para a vida mas tem origem na palavra”, começa por explicar frei Herculano Alves o tema, “Palavra, fé e vida – da palavra de Deus à fé dos Homens”, da 36ª Semana Bíblica Nacional, dos Franciscanos Capuchinhos.

Não se podia conceber uma semana a falar apenas da fé porque nós sabemos que a raiz da fé está na palavra de Deus sendo essa fé a resposta à palavra”, revelou o biblista à Agência ECCLESIA.

A semana bíblica terminou esta quinta-feira, no Seminário do Verbo Divino, em Fátima, com um balanço “muitíssimo positivo”.

Com uma afluência de 280 participantes, a organização refere que o ponto negativo foi “a crise que pesa no orçamento familiar e se sente também na bíblia”, revela o frei Herculano Alves, director da revista Bíblica.

Os temas apresentados neste encontro nacional são “sempre o modelo” para as semanas bíblicas regionais que os Franciscanos Capuchinhos animam anualmente na Madeira, nos Açores, em Gondomar, em Barcelos e no Porto, “ou em outros lugares, como Viseu”, revela o frei Herculano Alves.

Embora não com a calma e tranquilidade como na semana bíblica nacional onde há conferências de manhã e de tarde, e onde as pessoas estão o dia todo em estudo, reflexão e oração”, assinala.

Para o biblista, a “nova evangelização ou simplesmente evangelização” faz-se através da bíblia e para isso é necessário “levar” aos fiéis o seu conhecimento, para que estes saibam fazer uma “boa interpretação” da sagrada Escritura.

As semanas bíblicas nacionais são um espaço de “formação de qualidade e quantidade” com conferencistas “altamente competentes, conhecidos da Igreja em Portugal”, assinala o frei Herculano Alves que pretende que exista mais participação dos cristãos e maior colaboração das dioceses na sua divulgação.

Por isso, os franciscanos capuchinhos gostariam que se desenvolvessem “parcerias” com os organismos diocesanos, para que “os católicos ou pelo menos as pessoas responsáveis pela pastoral pudessem participar nesta formação nacional”.

As conferências da 36ª Semana Bíblica Nacional vão ser publicadas no final de Setembro, na “série científica da revista Bíblica”, informa o frei Herculano Alves.

O responsável conclui que em Outubro se inicia a organização o tema da próxima edição da semana bíblica, publicado posteriormente na revista Bíblica.


Vaticano: PAPA ESCREVEU AOS PARTICIPANTES DO 13.º SIMPÓSIO INTERCRISTÃO
Encontro aborda relação entre o mundo cristão e o poder civil 1700 anos depois do Édito de Milão


Cidade do Vaticano, 30 ago 2013 (Ecclesia) – O Papa enviou uma mensagem ao presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade entre os Cristãos, por ocasião do 13.º Simpósio Intercristão que termina hoje na cidade de Milão.

Na missiva, endereçada ao cardeal Kurt Koch, destaca a relevância do encontro numa altura em que se assinalam os 1700 anos do Édito de Milão, assinado pelo imperador romano Constantino (274-337).

Aquela decisão histórica, que decretou a liberdade religiosa para todos os cristãos, abriu novas perspectivas à difusão do Evangelho e contribuiu de maneira determinante para o nascimento da sociedade europeia”, realça o Papa, no texto disponibilizado pela sala de imprensa da Santa Sé.

O Simpósio Intercristão, acolhido pela Universidade Católica do Sagrado Coração, tem como tema “A vida dos cristãos e o poder civil – questões históricas e perspectivas actuais no Oriente e Ocidente”.

Conta com a organização do Instituto Franciscano de Espiritualidade da Universidade Pontifícia Antonianum e da Faculdade Teológica Ortodoxa da Universidade Aristóteles de Salónica.

Para Francisco, “a memória do Édito de Milão oferece aos participantes do Simpósio a oportunidade de reflectirem sobre o modo como o mundo cristão se tem relacionado com a sociedade civil e com as autoridades que a regulam”.

Apesar de se tratar de uma questão que conheceu “diferentes desenvolvimentos”, no Ocidente e no Oriente, ela “conservou alguns traços fundamentais comuns”, realça o Papa.

Entre elas – salientou - está “a convicção de que o poder civil encontra o seu limite diante da lei de Deus, a reivindicação do espaço certo de autonomia para a consciência, a noção de que a autoridade eclesiástica e o poder civil são chamados a trabalhar em conjunto pelo bem integral da comunidade humana”.


AVISOS

HORÁRIOS DAS MISSAS
Terça-feira, dia 3 de Setembro, às 19:00
Sábado, dia 7 de Setembro, às 17:00
Domingo, dia 8 de Setembro, às 9:15


ATENDIMENTO
Terça-feira das 17:00 às 18:30

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

FESTIVIDADES a S. GENS de CIDAI



Iniciam-se este fim de semana, na vizinha Paróquia de Santiago de Bougado, as Festas Religiosas em S. Gens de Cidai

[actualizado com Programa das Festas 2018]

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MENSAGENS DO PAPA FRANCISCO E BARTOLOMEU I PARA O SIMPÓSIO INTERCRISTÃO



O Papa Francisco enviou uma mensagem, nesta quinta-feira, aos participantes do 13° Simpósio Intercristão a decorrer na cidade de Milão, na Itália, promovido pelo Instituto Franciscano de Espiritualidade da Pontifícia Universidade Antonianum de Roma e pela Faculdade Teológica Ortodoxa da Universidade Aristóteles de Salónica, na Grécia.

"A vida dos cristãos e o poder civil. Questões históricas e perspectivas actuais no Oriente e Ocidente" é o tema do encontro promovido no âmbito do Ano Constantiniano pelos 1.700 anos do Edito de Milão.

"A histórica decisão de Constantino com a qual foi decretada a liberdade religiosa para os cristãos, abriu novos caminhos para a difusão do Evangelho e muito contribuiu para o nascimento da civilização europeia", ressalta Francisco na mensagem.

Esse acontecimento transmitiu para o Oriente e Ocidente "a convicção de que o poder civil tem o seu limite perante a Lei de Deus, a reivindicação do espaço justo de autonomia para a consciência, a consciência de que a autoridade eclesiástica e o poder civil são chamados a colaborar para o bem integral da comunidade humana", conclui o Papa.


O Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I, também enviou uma mensagem aos participantes do 13° Simpósio Intercristão.

Ressalta no documento a importância do Edito de Milão que permitiu aos cristãos "o livre exercício de seus deveres culturais e religiosos e o reconhecimento da liberdade religiosa em geral".

"O tema escolhido diz respeito ao relacionamento da vida cristã com o poder político, um tema actual em nossos dias, em que por um lado a tentação do poder influencia em alguns casos a vida dos cristãos e por outro, certas formas de poder político no mundo contemporâneo trabalham negativamente ou colocam em perigo suas vidas", frisa Bartolomeu I.

Conclui a mensagem desejando sucesso nos trabalhos do simpósio e invocando as bênçãos divinas para que possa dar frutos em favor do bem da Igreja e do progresso da colaboração destes institutos científicos.

Rádio Vaticano, 29-08-2013