É amanhã, dia 13 de Outubro, que na Eucaristia das 16H00 vamos dar início ao novo Ano Pastoral 2013-2014.
Paróquia de S. Cristóvão do Muro
Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal
Diocese do Porto - Portugal
sábado, 12 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
JORNADA MARIANA DO ANO DA FÉ
dias
12 e 13 de Outubro de 2013 na Praça de São Pedro
[três emissões em directo]
[três emissões em directo]
sábado, 5 de outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
O DIGITAL É AMBIENTE DA EVANGELIZAÇÃO
Padre
Antonio Spadaro debateu nas Jornadas de Comunicação Social os
desafios que a internet coloca à Igreja
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
FAZ HOJE 3 ANOS QUE MORREU D. ARMINDO LOPES COELHO, BISPO DO PORTO DE 1997 A 2007
D. Armindo Lopes Coelho
Nasceu a 16 de Fevereiro de 1931 na freguesia de Santa Comba de Regilde, concelho de Felgueiras, diocese do Porto;
Faleceu a 29 de Setembro de 2010, aos 79 anos, em Ermesinde, na Casa da Mão Poderosa, da diocese do Porto.
sábado, 28 de setembro de 2013
Boletim Paroquial nº 68
Semana
de 29 de Setembro a 6 de Outubro 2013
XXVI Domingo do Tempo Comum - ANO C
Roma, 27 set 2013 (Ecclesia) – O Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização afirmou que para uma catequese eficaz não está em causa “novos recursos pedagógicos” mas uma mudança “duradoira e profunda de coração”.
Sábado, dia 5 de Outubro, às 17:00
Domingo, dia 6 de Outubro, às 9:15
A preparação começará em Janeiro do próximo ano e terminará em Julho do mesmo ano.
A inscrição será feita até final do presente ano civil.
Pretende-se pedir à Comissão Europeia que não financie actividades que levem à destruição de bebés na sua fase de vida inicial ou vida embrionária.
Se reunirmos o número suficiente de assinaturas podemos impedir que sejam destruídos embriões, quer em processos experimentais quer em processos industriais, e parar os financiamentos europeus a programas que promovem hoje a prática do aborto dentro e fora da Europa.
Esta petição diz respeito a todos, por isso se chama Um de nós, e a todos recomendamos que a assinem.
Agradecemos que colaborem com as pessoas que se disponibilizaram para esta recolha de assinaturas.
A nossa Comunidade também está convidada a empenhar-se neste desafio, que é um desafio à Protecção da Vida
XXVI Domingo do Tempo Comum - ANO C
OS
BENS DO MUNDO
A
liturgia deste domingo propõe-nos, de novo, a reflexão sobre a
nossa relação com os bens deste mundo…
Convida-nos
a vê-los, não como algo que nos pertence de forma exclusiva, mas
como dons que Deus colocou nas nossas mãos, para que os
administremos e partilhemos, com gratuidade e amor.
Na
primeira leitura, o
profeta Amós denuncia violentamente uma classe dirigente ociosa, que
vive no luxo à custa da exploração dos pobres e que não se
preocupa minimamente com o sofrimento e a miséria dos humildes.
O
profeta anuncia que Deus não vai pactuar com esta situação, pois
este sistema de egoísmo e injustiça não tem nada a ver com o
projecto que Deus sonhou para os homens e para o mundo.
O
Evangelho apresenta-nos,
através da parábola do rico e do pobre Lázaro, uma catequese sobre
a posse dos bens…
Na
perspectiva de Lucas, a riqueza é sempre um pecado, pois supõe a
apropriação, em benefício próprio, de dons de Deus que se
destinam a todos os homens…
Por
isso, o rico é condenado e Lázaro recompensado.
A
segunda leitura não
apresenta uma relação directa com o tema deste domingo…
Traça
o perfil do “homem de Deus”:
deve
ser alguém que ama os irmãos, que é paciente, que é brando, que é
justo e que transmite fielmente a proposta de Jesus.
Poderíamos,
também, acrescentar que é alguém que não vive para si, mas que
vive para partilhar tudo o que é e que tem com os irmãos?
Vaticano:
PAPA DIZ QUE CONHECER JESUS IMPLICA ACEITAR
«PROBLEMAS»
O
Papa Francisco propõe aproximação à figura de Cristo através do
estudo, da acção e da oração
Cidade
do Vaticano, 26 set 2013 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no
Vaticano que só pode conhecer Jesus quem aceitar os “problemas”
que daí derivam, propondo uma abordagem à figura de Cristo através
do estudo, da acção e da oração.
“Não
se pode conhecer Jesus sem ter problemas e eu ousaria dizer: se
queres ter um problema, vai pela estrada que leva a conhecer Jesus.
Não um, terás muitos”, declarou Francisco, na homilia
da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta.
Segundo
o Papa, este conhecimento não se faz em “primeira classe”
ou na “biblioteca”, mas implica “o
caminhar quotidiano, de todos os dias”.
A
homilia partiu de passagens dos evangelhos, nas quais algumas pessoas
começam a manifestar “medo” de Jesus, por causa do
“conflito político” com os romanos que poderia provocar.
Esta
figura que provoca “tantos problemas” é dada a conhecer
hoje em dia através do estudo da sua vida, mas para Francisco isso
não é suficiente.
“Sim,
deve conhecer-se Jesus no Catecismo, mas não é suficiente
conhecê-lo com a mente: é um passo, contudo, é necessário
conhecer Jesus no diálogo com Ele, falando com Ele, na oração, de
joelhos”, precisou.
O
Papa somou ainda um “terceiro caminho”
ao estudo e à oração, que passa pelo “seguimento”
de Jesus, “caminhar com Ele”.
“Queres
conhecê-lo? Lê o que a Igreja te diz sobre Ele, fala com Ele na
oração e caminha na sua estrada. Assim, tu conhecerás quem é este
homem. Este é o caminho, cada um deve fazer a sua escolha”,
concluiu.
Francisco
deixou também uma mensagem aos seus mais de 9 milhões de seguidores
na rede social Twitter: “O perdão de Deus
é mais forte que todo pecado”.
Catequese:
RECURSOS PEDAGÓGICOS SÃO INSUFICIENTES SEM MUDANÇA PESSOAL
Peregrinação
internacional junta em Roma 1600 catequistasRoma, 27 set 2013 (Ecclesia) – O Secretário do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização afirmou que para uma catequese eficaz não está em causa “novos recursos pedagógicos” mas uma mudança “duradoira e profunda de coração”.
“Não
são apenas as mudanças de catecismos ou a criação de novos
recursos pedagógicos” mas a mudança mais duradoira e profunda
que passa “por mudar o coração de todos de modo a que tenhamos
um coração aberto a Deus”, afirmou o arcebispo Octavio Arenas
esta quinta-feira, aos participantes do Congresso Internacional da
Catequese (CIC) que decorre em Roma.
A
catequese é um dos momentos “mais importantes da vida cristã”
e os catequistas “são a força de toda e qualquer comunidade
cristã”, no entanto, lembrou o responsável, “a
evangelização nunca é um acto isolado”, não dependendo
apenas dos catequistas mas “de toda a comunidade cristã a
começar pelo bispo de cada diocese”.
D.
Octavio Arenas pediu “centros de nova evangelização para que
os leigos possam falar de Cristo de maneira profunda e coerente”.
O
CIC junta em Roma 1600 catequistas, provenientes de cinco
continentes, numa peregrinação por ocasião do Ano da Fé.
Portugal
está representado com 32 pessoas provenientes de todas as dioceses.
AVISOS
HORÁRIOS
DAS MISSAS
Terça-feira,
dia 1 de Outubro, às 19:00Sábado, dia 5 de Outubro, às 17:00
Domingo, dia 6 de Outubro, às 9:15
ATENDIMENTO
Na
próxima Terça-feira das 17:00 às 18:30
SACRAMENTO
DO CRISMA
Quem
tiver 18 anos ou mais e pretender receber o Sacramento do Crisma,
deverá fazer a sua inscrição no horário de atendimento.A preparação começará em Janeiro do próximo ano e terminará em Julho do mesmo ano.
A inscrição será feita até final do presente ano civil.
CAMPANHA
“UM DE NÓS”
Irá
decorrer no dia 6 de Outubro, uma recolha de assinaturas para a
Petição Europeia “Um de nós”, uma iniciativa apoiada pelo Papa
Francisco e, em Portugal, pela Conferência Episcopal Portuguesa.Pretende-se pedir à Comissão Europeia que não financie actividades que levem à destruição de bebés na sua fase de vida inicial ou vida embrionária.
Se reunirmos o número suficiente de assinaturas podemos impedir que sejam destruídos embriões, quer em processos experimentais quer em processos industriais, e parar os financiamentos europeus a programas que promovem hoje a prática do aborto dentro e fora da Europa.
Esta petição diz respeito a todos, por isso se chama Um de nós, e a todos recomendamos que a assinem.
Agradecemos que colaborem com as pessoas que se disponibilizaram para esta recolha de assinaturas.
A nossa Comunidade também está convidada a empenhar-se neste desafio, que é um desafio à Protecção da Vida
[Para
Portugal foi estabelecido um número mínimo de 16 500 subscrições;
Hoje,
às 23:30, Portugal tinha 5 525 assinaturas por
via electrónica,
o que representa apenas 33,48% do previsto;
Holanda,
França, Itália, Polónia e Roménia já tinham atingido o
objectivo.
No
entanto, segundo a página UM DE NÓS, que incluirá a recolha em suporte de papel,
a 13Set já tinham sido recolhidas 16
211 assinaturas
em Portugal]
DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS CATEQUISTAS – 27 de Setembro de 2013
Conforme
transmitimos em directo na tarde da ontem, 27 de Setembro, o Papa
Francisco encontrou-se, na Sala Paulo VI, com os participantes do
Congresso Internacional de Catequese organizado no âmbito do Ano da
Fé.
Deixamos para reflexão o texto do seu discurso, na Sala Paulo VI, Sexta-feira, 27 de Setembro de 2013:
Amados
catequistas, boa tarde!
Gosto
de que haja, no Ano da Fé, este encontro para vós: a catequese
constitui uma coluna para a educação da fé, e são precisos bons
catequistas!
Obrigado
por este serviço à Igreja e na Igreja.
Embora
possa às vezes ser difícil – trabalha-se tanto, empenha-se e não
se vêem os resultados desejados –, mas educar na fé é
maravilhoso!
É
talvez a melhor herança que possamos dar a alguém: a fé!Educar na fé, para que essa pessoa cresça.
Ajudar as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos a conhecerem e amarem cada vez mais o Senhor é uma das mais belas aventuras educativas; está-se a construir a Igreja!
«Ser»
catequista!
Não
trabalhar como catequista: isso não adianta! Trabalho como
catequista, porque gosto de ensinar… Se porém tu não és
catequista, não adianta! Não serás fecundo, não serás fecunda!
Catequista
é uma vocação.
«Ser
catequista»: esta é a vocação; não trabalhar como catequista.Atenção que eu não disse «fazer» o catequista, mas «sê-lo», porque compromete a vida: guia-se para o encontro com Cristo, através das palavras e da vida, através do testemunho.
Lembrai-vos
daquilo que nos disse Bento XVI: «A Igreja não cresce por
proselitismo. Cresce por atracção».
E aquilo que atrai é o testemunho.
Ser catequista significa dar testemunho da fé; ser coerente na própria vida. E isto não é fácil.
Não é fácil! Nós ajudamos, guiamos para chegarem ao encontro com Jesus através das palavras e da vida, através do testemunho.
Gosto
de recordar aquilo que São Francisco de Assis dizia aos seus
confrades: «Pregai sempre o Evangelho e, se for necessário, também
com as palavras».
As
palavras têm o seu lugar… mas primeiro o testemunho: que as
pessoas vejam na nossa vida o Evangelho, possam ler o Evangelho.
E
«ser» catequista requer amor: amor cada vez mais forte a Cristo,
amor ao seu povo santo.E este amor não se compra nas lojas, nem se compra sequer aqui em Roma.
Este amor vem de Cristo! É um presente de Cristo! É um presente de Cristo!
E se vem de Cristo, parte de Cristo; e nós devemos recomeçar de Cristo, deste amor que Ele nos dá.
Para um catequista, para vós e para mim, porque também eu sou catequista, que significa este recomeçar de Cristo? Que significa?
Eu
vou falar de três pontos: um, dois e três, como faziam os antigos
jesuítas… um, dois e três!
1.
Antes de tudo, recomeçar de Cristo significa cultivar a
familiaridade com Ele, ter esta familiaridade com Jesus: Jesus
recomenda-o, com insistência, aos discípulos na Última Ceia,
quando Se prepara para viver o dom mais sublime de amor, o sacrifício
da Cruz.
Recorrendo
à imagem da videira e dos ramos, Jesus diz: Permanecei no meu amor,
permanecei ligados a mim, como o ramo está ligado à videira.
Se
estivermos unidos a Ele, podemos dar fruto, e esta é a familiaridade
com Cristo.
É
permanecer em Jesus!Permanecer ligados a Ele, dentro d’Ele, com Ele, falando com Ele: permanecer em Jesus.
A
primeira coisa necessária para um discípulo é estar com o Mestre,
ouvi-Lo, aprender d’Ele.
E
isto é sempre válido, é um caminho que dura a vida inteira!
Recordo
que, na diocese (na outra diocese que tinha antes), via muitas vezes,
no fim dos cursos no seminário catequético, os catequistas saírem
dizendo:
«Tenho
o título de catequista!».Isso não adianta, não tens nada, fizeste apenas um bocado de estrada!
Quem te ajudará? Isto sim, que vale sempre!
Não um título, mas um procedimento: estar com Ele; e dura toda a vida!
É estar na presença do Senhor, deixar-se olhar por Ele.
Pergunto-vos:
Como estais na presença do Senhor?
Quando
ides ter com o Senhor, enquanto olhais o Sacrário, que fazeis?Sem palavras… Mas eu falo, falo, penso, medito, ouço…
Muito bem! Mas tu… deixas-te olhar pelo Senhor?
Sim,
deixar-se olhar pelo Senhor. Ele olha-nos, e esta é uma maneira de
rezar.
Deixas-te
olhar pelo Senhor? Mas, como se faz? Olhas para o Sacrário e
deixas-te olhar… é simples!
É
um pouco maçador, adormeço… Se adormeceres, adormeces! Ele
olhar-te-á igualmente, olhar-te-á igualmente.
Mas,
teres a certeza de que Ele te olha é muito mais importante do que o
título de catequista: faz parte do ser catequista.
Isto
inflama o coração, mantém aceso o fogo da amizade com o Senhor,
faz-te sentir que Ele verdadeiramente olha para ti, está perto de ti
e te ama.
Numa
das saídas que tive, aqui em Roma, por ocasião de uma Missa,
aproximou-se um senhor, relativamente jovem, e disse-me:
«Padre,
prazer em conhecê-lo; mas eu não acredito em nada! Não tenho o dom
da fé!»Ele entendia que a fé era um dom.
«Não tenho o dom da fé! Que me recomenda o senhor?»
«Não desanimes! Deus ama-te. Deixa-te olhar por Ele. E basta».
O
mesmo vos digo a vós: Deixai-vos olhar pelo Senhor!
Compreendo
que, para vós, não é tão simples: especialmente para quem é
casado e tem filhos, é difícil encontrar um tempo longo de
tranquilidade.Mas, graças a Deus, não é necessário que todos façam da mesma maneira; na Igreja, há variedade de vocações e variedade de formas espirituais; o importante é encontrar o modo adequado para estar com o Senhor; e isto pode acontecer, é possível em todos os estados de vida.
Neste
momento, cada um pode interrogar-se: Como é que eu vivo este «estar»
com Jesus?
Esta
é uma pergunta que vos deixo:«Como é que eu vivo este estar com Jesus, este permanecer em Jesus?»
Tenho momentos em que permaneço na sua presença, em silêncio, e me deixo olhar por Ele?
Deixo que o seu fogo inflame o meu coração? Se, no nosso coração, não há o calor de Deus, do seu amor, da sua ternura, como podemos nós, pobres pecadores, inflamar o coração dos outros?
Pensai nisto!
2.
O segundo elemento é este – dois – recomeçar de Cristo
significa imitá-Lo na saída de Si mesmo para ir ao encontro do
outro.
Trata-se
de uma experiência maravilhosa, embora um pouco paradoxal.Porquê? Porque, quem coloca Cristo no centro da sua vida, descentraliza-se!
Quanto mais te unes a Jesus e Ele Se torna o centro da tua vida, tanto mais Ele te faz sair de ti mesmo, te descentraliza e abre aos outros.
Este
é o verdadeiro dinamismo do amor, este é o movimento do próprio
Deus!
Sem
deixar de ser o centro, Deus é sempre dom de Si, relação, vida que
se comunica... E assim nos tornamos também nós, se permanecermos
unidos a Cristo, porque Ele faz-nos entrar neste dinamismo do amor.Onde há verdadeira vida em Cristo, há abertura ao outro, há saída de si mesmo para ir ao encontro do outro no nome de Cristo.
E
o trabalho do catequista é este: por amor, sair continuamente de si
mesmo para testemunhar Jesus e falar de Jesus, anunciar Jesus.
Isto
é importante, porque é obra do Senhor: é precisamente o Senhor que
nos impele a sair.
O
coração do catequista vive sempre este movimento de
«sístole-diástole»: união com Jesus - encontro com o outro.
Existem
as duas coisas: eu uno-me a Jesus e saio ao encontro dos outros.
Se
falta um destes dois movimentos, o coração deixa de bater, não
pode viver.Recebe em dom o querigma e, por sua vez, oferece-o em dom. Importante esta palavrinha: dom!
O catequista está consciente de que recebeu um dom: o dom da fé; e dela faz dom aos outros.
Isto é maravilhoso! E não reserva uma percentagem para si! Tudo aquilo que recebe, dá-o.
Aqui não se trata de um negócio! Não é um negócio! É puro dom: dom recebido e dom transmitido.
E o catequista está ali, nesta encruzilhada de dom. Isto está na própria natureza do querigma: é um dom que gera missão, que impele sempre para além de si mesmo.
São
Paulo dizia: «O amor de Cristo nos impele»; mas esta expressão
«nos impele» também se pode traduzir por «nos possui».
É
assim o amor: atrai-te e envia-te, toma-te e dá-te aos outros. É
nesta tensão que se move o coração do cristão, especialmente o
coração do catequista.
Perguntemo-nos,
todos: É assim que bate o meu coração de catequista: união com
Jesus e encontro com o outro? Com este movimento de «sístole e
diástole»? Alimenta-se na relação com Ele, mas para O levar aos
outros e não para o reter?Eis o que vos digo: Não compreendo como possa um catequista ficar parado, sem este movimento. Não compreendo!
3.
E o terceiro elemento – três – situa-se também nesta linha:
recomeçar de Cristo significa não ter medo de ir com Ele para as
periferias. Isto traz-me à mente a história de Jonas, uma figura
muito interessante, especialmente nos nossos tempos de mudanças e
incerteza.
Jonas
é um homem piedoso, com uma vida tranquila e bem ordenada; isto
leva-o a ter bem claros os seus esquemas e a julgar rigidamente tudo
e todos segundo esses esquemas.
Vê
tudo claro, a verdade é esta. É rígido!Por isso, quando o Senhor o chama e lhe diz para ir pregar à grande cidade pagã de Nínive, Jonas não quer. Ir lá! Mas eu tenho toda a verdade aqui!
Não quer ir… Nínive está fora dos seus esquemas, está na periferia do seu mundo.
Então escapa, vai para Espanha, foge, embarca num navio que vai para aqueles lados. Ide ler o Livro de Jonas! É breve, mas é uma parábola muito instrutiva, especialmente para nós que estamos na Igreja.
Que
nos ensina? Ensina-nos a não ter medo de sair dos nossos esquemas
para seguir a Deus, porque Deus vai sempre mais além.
Sabeis
uma coisa? Deus não tem medo! Sabíeis isto?! Não tem medo!
Ultrapassa sempre os nossos esquemas! Deus não tem medo das
periferias.Se fordes às periferias, encontrá-Lo-eis lá. Deus é sempre fiel, é criativo.
Mas, por favor, não se compreende um catequista que não seja criativo. A criatividade é como que a coluna do ser catequista.
Deus
é criativo, não se fecha, e por isso nunca é rígido. Deus não é
rígido!
Acolhe-nos,
vem ao nosso encontro, compreende-nos.Para sermos fiéis, para sermos criativos, é preciso saber mudar. Saber mudar. E porque devo mudar? É para me adequar às circunstâncias em que devo anunciar o Evangelho. Para permanecermos com Deus, é preciso saber sair, não ter medo de sair.
Se
um catequista se deixa tomar pelo medo, é um covarde; se um
catequista se fecha tranquilo, acaba por ser uma estátua de museu: e
temos muitos! Temos muitos! Por favor, estátuas de museu, não! Se
um catequista é rígido, torna-se encarquilhado e estéril.
Pergunto-vos:
Alguém de vós quer ser covarde, estátua de museu ou estéril?
Algum de vós tem vontade de o ser? [catequistas: Não!] Não? Têm a
certeza? … Está bem!
Aquilo
que vou dizer agora, já o disse muitas vezes; mas sinto no coração
que o devo dizer.
Quando
nós, cristãos, estamos fechados no nosso grupo, no nosso movimento,
na nossa paróquia, no nosso ambiente, permanecemos fechados; e
acontece-nos o que sucede a tudo aquilo que está fechado: quando um
quarto está fechado, começa a cheirar a mofo. E se uma pessoa está
fechada naquele quarto, adoece!
Quando
um cristão está fechado no seu grupo, na sua paróquia, no seu
movimento, está fechado, adoece.
Se
um cristão sai pelas estradas, vai às periferias, pode
acontecer-lhe o mesmo que a qualquer pessoa que anda na estrada: um
acidente.
Quantas
vezes vimos acidentes na estrada!Mas eu digo-vos: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada que uma Igreja doente! Prefiro uma Igreja, um catequista que corra corajosamente o risco de sair, que um catequista que estude, saiba tudo, mas sempre fechado: este está doente. E às vezes está doente da cabeça…
Atenção,
porém!
Jesus
não diz: Ide, arranjai-vos. Não, não diz isso! Jesus diz: Ide, Eu
estou convosco!Nisto está o nosso encanto e a nossa força: se formos, se sairmos para levar o seu Evangelho com amor, com verdadeiro espírito apostólico, com franqueza, Ele caminha connosco, precede-nos, - digo-o em espanhol – nos «primerea». O Senhor sempre nos «primerea»!
Decerto
já aprendestes o significado desta palavra!. E isto é a Bíblia que
o diz, não eu.
A
Bíblia diz, ou melhor, o Senhor diz na Bíblia: Eu sou como a flor
da amendoeira.Porquê? Porque é a primeira flor que desabrocha na primavera.
Ele é sempre o «primero»! Ele é o primeiro! Para nós, isto é fundamental: Deus sempre nos precede! Quando pensamos que temos de ir para longe, para uma periferia extrema, talvez nos assalte um pouco de medo; mas, na realidade, Ele já está lá: Jesus espera-nos no coração daquele irmão, na sua carne ferida, na sua vida oprimida, na sua alma sem fé.
Vós
sabeis uma das periferias que me faz tão mal, tão mal que me faz
doer (senti-o na diocese que tinha antes)?
É
a das crianças que não sabem fazer o Sinal da Cruz. Em Buenos
Aires, há muitas crianças que não sabem fazer o Sinal da Cruz.
Esta é uma periferia!É preciso ir lá!
E Jesus está lá, espera por ti para ajudares aquela criança a fazer o Sinal da Cruz. Ele sempre nos precede.
Amados
catequistas, acabaram-se os três pontos.
Recomeçar
sempre de Cristo!Agradeço-vos pelo que fazeis, mas sobretudo porque estais na Igreja, no Povo de Deus em caminho, porque caminhais com o Povo de Deus.
Permaneçamos
com Cristo – permanecer em Cristo –, procuremos cada vez mais ser
um só com Ele; sigamo-Lo, imitemo-Lo no seu movimento de amor, no
seu sair ao encontro do homem; e saiamos, abramos as portas, tenhamos
a audácia de traçar estradas novas para o anúncio do Evangelho.
Que
o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos acompanhe! Obrigado!
Maria é nossa Mãe; Maria, sempre, nos leva a Jesus!
Elevemos uma oração, uns pelos outros, a Nossa Senhora [Ave Maria]. [Bênção]. Muito obrigado!
Fonte:
Santa Sé
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