Paróquia de S. Cristóvão do Muro

Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal

sábado, 11 de abril de 2026

DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA - Ano A

 




Comunidades com coração misericordioso


  

Foi o Papa João Paulo II que, no ano 2000, consagrou o segundo domingo do tempo pascal como o domingo da Divina Misericórdia. A liturgia deste domingo convida-nos a contemplar a comunidade de homens novos que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus – a Igreja. Jesus ressuscitado, no próprio dia da ressurreição, confia à sua comunidade a missão de dar testemunho no mundo do amor e da misericórdia de Deus.

O Evangelho apresenta a comunidade da Nova Aliança, nascida da actividade criadora e vivificadora de Jesus. É uma comunidade que se reúne à volta de Jesus ressuscitado, que recebe d’Ele Vida, que é animada pelo Seu Espírito e que dá testemunho no mundo da Vida nova de Deus. Quem quiser “ver” e “tocar” Jesus ressuscitado, deve procurá-l’O no meio dessa comunidade que d’Ele nasceu e que d’Ele vive.

A primeira leitura é uma “fotografia retocada” da primitiva comunidade cristã de Jerusalém. Lucas, o autor dos Actos dos Apóstolos, imprime nela os traços da comunidade ideal: é uma comunidade unida e fraterna, onde os bens são partilhados e onde cada um está atento às necessidades dos outros irmãos; é, também, uma comunidade empenhada em escutar a Boa Notícia de Jesus, em reunir-se para a “fracção do pão” e para a oração comunitária. O estilo de vida desta “família” é contagiante e faz com que muitos outros homens e mulheres sintam vontade de integrar a Igreja de Jesus.

Na segunda leitura um “catequista” dos finais do séc. I lembra a todos os baptizados em Cristo a sua condição de homens novos, felizes beneficiários da misericórdia de Deus. Cristo, o vencedor da morte, salvou-os e abriu-lhes as portas da vida definitiva. Certos da vida nova que os espera, os cristãos devem encarar a sua caminhada pela terra com uma “esperança viva”, com uma “alegria inefável e gloriosa”, com um optimismo contagiante.


Comentário à liturgia do Domingo da Divina Misericórdia - Ano A, pelo Padre Manuel Barbosa, scj:


LEITURA I – Actos dos Apóstolos 2,42-47

Leitura dos Actos dos Apóstolos

Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações. Perante os inumeráveis prodígios e milagres

realizados pelos Apóstolos, toda a gente se enchia de terror. Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um. Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava todos os dias o número dos que deviam salvar-se.


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 117 (118)

Refrão: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom, porque é eterna a sua misericórdia.

Diga a casa de Israel: é eterna a sua misericórdia. Diga a casa de Aarão: é eterna a sua misericórdia. Digam os que temem o Senhor: é eterna a sua misericórdia.

Empurraram me para cair, mas o Senhor me amparou. O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória, foi Ele o meu Salvador. Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos: a mão do Senhor fez prodígios.

A pedra que os construtores rejeitaram tornou se pedra angular. Tudo isto veio do Senhor: é admirável aos nossos olhos. Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria.


LEITURA II – 1 Pedro 1,3-9

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Pedro

Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, na sua grande misericórdia, nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe, nem se mancha, nem desaparece, reservada nos Céus para vós que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos. Isto vos enche de alegria, embora vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações, para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais n’Ele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque conseguis o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.


ALELUIAJoão 20,29

Refrão: Aleluia. Aleluia.

Disse o Senhor a Tomé: «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto».


EVANGELHO – João 20,19-31

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou Se no meio deles e disse lhes: «A paz esteja convosco».

Dito isto, mostrou lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».

Dito isto, soprou sobre eles e disse lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».

Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor».

Mas ele respondeu lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».

Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco».

Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente».

Tomé respondeu Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!»

Disse lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».

Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.


Avisos à Comunidade Paroquial:

O nosso pároco agradece a todos os que durante o Tríduo Pascal participaram nas diversas celebrações, bem como aos diversos Grupos Paroquiais que permitiram que as celebrações decorressem como o previsto, para que o nosso Tríduo Pascal fosse bem vivido e bem celebrado. Agradece também àqueles que em suas casas receberam a Visita Pascal bem como o contributo para o Folar da Páscoa.


Paróquia de São Martinho Guilhabreu

No Domingo dia 26 de Abril, o Sr. Padre José Ricardo vai assumir, também, a paroquialidade de São Martinho Guilhabreu. Durante a próxima semana irá falar com o Sr. Padre Carlos Duarte para perceber a realidade da Paróquia de Guilhabreu. Certamente haverá necessidade de efectuar alguns ajustamentos, quer no Muro, quer em Guilhabreu, nomeadamente nos horários das Eucaristias.


Confraria do Santíssimo Sacramento

Na Sexta-feira, dia 17, às 20H30, no Salão Paroquial, reunião da Assembleia Geral da Confraria.


Celebrações Eucarísticas

Domingo dia 12Abr, às 09H30, Domingo da Divina Misericórdia - Ano A


Quarta-feira dia 15Abr, às 19H00, Eucaristia


Sábado dia 18Abr, às 17H00, Eucaristia Vespertina

Domingo dia 19Abr, às 09H30, III Domingo de Páscoa - Ano A


Fontes: Dehonianos; Agência Ecclesia


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