Paróquia de S. Cristóvão do Muro

Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal

sábado, 18 de abril de 2026

III DOMINGO DE PÁSCOA - Ano A

 




Caminhar como os discípulos de Emaús

    


A certeza da vitória de Jesus sobre a morte continua a ecoar ao longo de cada hora deste “grande domingo” que é o tempo pascal. Mas hoje a liturgia lembra-nos, especificamente, que também nós podemos experimentar a presença de Jesus, vivo e ressuscitado, nos caminhos que todos os dias percorremos. Essa experiência transforma-nos, renova-nos, santifica-nos e faz de nós testemunhas vivas do Ressuscitado.

No Evangelho o “catequista” Lucas convida-nos a acompanhar dois discípulos que, abalados pela aparente falência do projecto de Jesus, desistem da comunidade cristã e põem-se a caminho de uma outra vida. No entanto Jesus, sem se identificar, acompanha-os no caminho, ajuda-os a encontrar respostas, devolve-lhes a esperança. Eles só reconhecem Jesus quando, à mesa, Ele parte e reparte o pão. O relato – com um evidente “sabor” eucarístico – é uma maravilhosa parábola sobre os nossos desencontros e encontros com Jesus ressuscitado: Ele nunca deixará de nos acompanhar no caminho, de nos explicar o sentido da vida e de nos alimentar com a sua Palavra e o seu Pão.

A primeira leitura é um extracto do discurso de Pedro na manhã de Pentecostes. Anuncia aos habitantes de Jerusalém e ao mundo que, aquele Jesus assassinado pelas autoridades judaicas, derrotou a maldade, a injustiça, a violência e a própria morte. Pedro, com ousadia profética, garante: “disso todos nós somos testemunhas”. É esta Boa Notícia que os discípulos de Jesus de todas as épocas continuam a anunciar ao mundo.

Na segunda leitura, um autor cristão do séc. I lembra aos baptizados a vocação fundamental a que são chamados: a santidade. Para dar mais força ao seu apelo a uma vida santa, recorda-lhes que foram resgatados por um preço bem alto: pelo sangue precioso de Cristo. Ao ressuscitar e glorificar o seu Filho Jesus, Deus caucionou a proposta de vida que Ele nos veio oferecer.


Comentário à liturgia do III Domingo da Quaresma - Ano A, pelo Padre Manuel Barbosa, scj:


LEITURA I – Actos dos Apóstolos 2,14.22-33

Leitura dos Actos dos Apóstolos

No dia de Pentecostes, Pedro, de pé, com os onze Apóstolos, ergueu a voz e falou ao povo:

«Homens de Israel, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem acreditado por Deus junto de vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus realizou no meio de vós, por seu intermédio, como sabeis. Depois de entregue, segundo o desígnio imutável e a previsão de Deus, vós destes-Lhe a morte, cravando-O na cruz pela mão de gente perversa. Mas Deus ressuscitou O, livrando O dos laços da morte, porque não era possível que Ele ficasse sob o seu domínio. Diz David a seu respeito: ‘O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei. Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta e até o meu corpo descansa tranquilo. Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso Santo sofrer a corrupção. Destes me a conhecer os caminhos da vida, a alegria plena em vossa presença’. Irmãos, seja-me permitido falar vos com toda a liberdade: o patriarca David morreu e foi sepultado e o seu túmulo encontra se ainda hoje entre nós. Mas, como era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que um descendente do seu sangue havia de sentar-se no seu trono, viu e proclamou antecipadamente a ressurreição de Cristo, dizendo que Ele não O abandonou na mansão dos mortos, nem a sua carne conheceu a corrupção. Foi este Jesus que Deus ressuscitou e disso todos nós somos testemunhas. Tendo sido exaltado pelo poder de Deus, recebeu do Pai a promessa do Espírito Santo, que Ele derramou, como vedes e ouvis».


SALMO RESPONSORIAL – Salmo 15 (16)

Refrão: Mostrai me, Senhor, o caminho da vida.

Defendei me, Senhor; Vós sois o meu refúgio. Digo ao Senhor: Vós sois o meu Deus. Senhor, porção da minha herança e do meu cálice, está nas Vossas mãos o meu destino.

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado, até de noite me inspira interiormente. O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei.

Por isso o meu coração se alegra e a minha alma exulta e até o meu corpo descansa tranquilo. Vós não abandonareis a minha alma na mansão dos mortos, nem deixareis o vosso fiel conhecer a corrupção.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida, alegria plena em Vossa presença, delícias eternas à Vossa direita.


LEITURA II – 1 Pedro 1,17-21

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Pedro

Caríssimos:

Se invocais como Pai Aquele que, sem acepção de pessoas, julga cada um segundo as suas obras, vivei com temor, durante o tempo de exílio neste mundo. Lembrai vos que não foi por coisas corruptíveis, como prata e oiro,

que fostes resgatados da vã maneira de viver, herdada dos vossos pais, mas pelo sangue precioso de Cristo, Cordeiro sem defeito e sem mancha, predestinado antes da criação do mundo e manifestado nos últimos tempos por vossa causa. Por Ele acreditais em Deus, que O ressuscitou dos mortos e Lhe deu a glória, para que a vossa fé e a vossa esperança estejam em Deus.


ALELUIA – Lc 24,32

Refrão: Aleluia. Aleluia.

Senhor Jesus, abri-nos as Escrituras, falai-nos e inflamai o nosso coração.


EVANGELHO – Lucas 24,13-35

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Dois dos discípulos de Emaús iam a caminho duma povoação chamada Emaús, que ficava a sessenta estádios de Jerusalém. Conversavam entre si sobre tudo o que tinha sucedido. Enquanto falavam e discutiam, Jesus aproximou Se deles e pôs Se com eles a caminho. Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem. Ele perguntou lhes. «Que palavras são essas que trocais entre vós pelo caminho?»

Pararam entristecidos. E um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único habitante de Jerusalém a ignorar o que lá se passou estes dias».

E Ele perguntou: «Que foi?»

Responderam Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os príncipes dos sacerdotes e os nossos chefes O entregaram para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele quem havia de libertar Israel. Mas, afinal, é já o terceiro dia depois que isto aconteceu. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos sobressaltaram: foram de madrugada ao sepulcro, não encontraram o corpo de Jesus e vieram dizer que lhes tinham aparecido uns Anjos a anunciar que Ele estava vivo. Mas a Ele não O viram».

Então Jesus disse lhes: «Homens sem inteligência e lentos de espírito para acreditar em tudo o que os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer tudo isso para entrar na Sua glória?»

Depois, começando por Moisés e passando por todos os Profetas, explicou lhes em todas as Escrituras o que Lhe dizia respeito.

Ao chegarem perto da povoação para onde iam, Jesus fez menção de ir para diante. Mas eles convenceram n’O a ficar, dizendo: «Ficai connosco, Senhor, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite».

Jesus entrou e ficou com eles. E quando Se pôs à mesa, tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho. Nesse momento abriram se lhes os olhos e reconheceram n’O. Mas Ele desapareceu da sua presença.

Disseram então um para o outro: «Não ardia cá dentro o nosso coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?»

Partiram imediatamente de regresso a Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os que estavam com ele, que diziam: «Na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão».

E eles contaram o que tinha acontecido no caminho e como O tinham reconhecido ao partir o pão.


Avisos à Comunidade Paroquial:


Dia Vicarial da Catequese

Realiza-se no próximo Sábado, dia 25 de Abril. Haverá formação de manhã e à tarde para catequistas e à tarde, às 16H30, haverá Eucaristia na Igreja Nova da Trofa, para todas as crianças da catequese da vigararia.


Paróquia de São Martinho Guilhabreu

Como já foi divulgado no passado fim-de-semana o Sr. Padre José Ricardo vai assumir, também, a paroquialidade de São Martinho Guilhabreu. A Eucaristia da entrada na nova paróquia vai celebrar-se no Domingo dia 26 de Abril, às 16 horas.


Celebrações Eucarísticas

Domingo dia 19Abr, às 09H30, III Domingo de Páscoa - Ano A


Domingo dia 26Abr, às 09H30, IV Domingo de Páscoa - Ano A

        - 7º Dia de Manuel Joaquim da Silva Dias


Fontes: Dehonianos; Agência Ecclesia


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