Paróquia de S. Cristóvão do Muro

Vigararia Trofa/Vila do Conde
Diocese do Porto - Portugal

sexta-feira, 17 de abril de 2026

VIAGEM APOSTÓLICA A ÁFRICA - V


 




O terceiro dia

da viagem aos Camarões

   


Na manhã desta Sexta-feira, 17 de Abril, o Papa Leão XIV em Douala, no Japoma Stadium, construído no alto de uma colina, o Papa Leão XIV presidiu à Santa Missa diante de numerosos fiéis que o acolheram com entusiasmo, saudando-o com alegria à sua chegada a bordo do papamóvel.

Na homilia, proferida em francês e inglês, o Santo Padre partiu do Evangelho da multiplicação dos pães para reflectir sobre a realidade humana marcada pela necessidade e pela responsabilidade comum.

A multiplicação dos pães e dos peixes acontece na partilha: eis o milagre! Há pão para todos se for dado a todos. Há pão para todos se for tomado não com uma mão que se apodera, mas com uma mão que doa. Observemos bem o gesto de Jesus: quando o Filho de Deus toma o pão e os peixes, antes de mais nada dá graças. Agradece ao Pai por um bem que se torna dom e bênção para todo o povo.”

Dirigindo-se especialmente aos jovens, o Papa fez um forte convite à responsabilidade e ao protagonismo: “Sede vós, em primeiro lugar, os rostos e as mãos que levam ao próximo o pão da vida.

Mesmo no vosso país tão fértil, Camarões, muitos experimentam a pobreza, tanto a material como a espiritual. Não cedais à desconfiança e ao desânimo; rejeitai toda a forma de abuso e de violência, que iludem prometendo ganhos fáceis, mas endurecem o coração e tornam-no insensível.”

"Anunciar Jesus Ressuscitado significa traçar sinais de justiça numa terra sofredora e oprimida, sinais de paz entre rivalidades e corrupções, sinais de fé que nos libertam da superstição e da indiferença."


Após a missa, o Papa ofereceu carinho e conforto aos pacientes internados no Hospital Católico São Paulo, administrado pela Arquidiocese de Douala, onde se deslocou para uma visita privada. Acompanhado pela directora, visitou alguns pacientes nos quartos. Houve um momento de reflexão na capela, e o Papa permaneceu no pátio para uma breve saudação aos funcionários e a alguns pacientes. Após rezarem juntos o Pai Nosso, o Santo Padre teve a oportunidade de entrar nos quartos onde alguns pacientes estavam internados para tratamento, aproximando-se das crianças e dos idosos.




O Papa Leão XIV concluiu esta Sexta-feira o seu terceiro dia em terras camaronesas encontrando-se com a comunidade Universitária da Universidade Católica da África Central, instituição fundada em 1989, um centro de excelência para investigação, a transmissão do conhecimento e a formação de tantos jovens.


O Santo Padre afirmou que a instituição católica constitui um farol a serviço da Igreja e da África, na busca da verdade e na promoção da justiça e da solidariedade e frisou que a Universidade é, por excelência, um lugar de amizade, cooperação e, ao mesmo tempo, de interioridade e reflexão.

Caríssimos, a África pode contribuir de maneira fundamental para alargar os horizontes demasiado estreitos de uma humanidade que tem dificuldade em ter esperança. No vosso magnífico continente, a investigação é particularmente desafiada a abrir-se a perspectivas interdisciplinares, internacionais e interculturais. Actualmente, temos uma necessidade urgente de pensar a fé dentro dos cenários culturais e dos desafios actuais, de modo a fazer emergir a sua beleza e credibilidade em diferentes contextos, especialmente naqueles mais marcados por injustiças, desigualdades, conflitos, degradação material e espiritual.”

Dirigindo-se aos estudantes e, em seguida, aos professores, o Santo Padre fez uma premente exortação:

Queridos estudantes, aprendei a tornar-vos construtores do futuro dos vossos respectivos países e de um mundo mais justo e mais humano. Queridos professores, a vossa função é fundamental. Por isso, encorajo-vos a encarnar os valores que desejais transmitir, sobretudo a justiça e a equidade, a integridade, o sentido de serviço e de responsabilidade. A África e o mundo precisam de pessoas que se empenhem em viver segundo o Evangelho e em colocar as suas competências ao serviço do bem comum. Não traiais este nobre ideal! Para além de guias intelectuais, sede modelos cuja exactidão científica e honestidade pessoal, eduquem a consciência dos vossos alunos. Com efeito, a África precisa de ser libertada da chaga da corrupção. E, para um jovem, essa consciência deve consolidar-se desde os anos de formação, graças ao rigor moral, ao desinteresse e à coerência de vida dos seus educadores e professores. Dia após dia, fundai os alicerces indispensáveis para a construção de uma coerente identidade moral e intelectual.”


Destaques do quinto dia do Papa Leão XIV em África:



Fontes: Santa Sé; Notícias do Vaticano


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